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Imprensa: Press Release


18/10/2013 - Celebridades brasileiras entram na onda do ativismo animal

 

 

Em iniciativa inédita, Thaila Ayala, Ellen Jabour e Eduardo Pires pedem que McDonald’s diga não a crueldade na criação de suínos

 

Paul McCartney, Leonardo Di Caprio, Brigitte Bardot e Pamela Anderson já deram o que falar na Europa e nos EUA ao apoiarem campanhas que pedem um tratamento mais ético para os animais. Agora, a onda chega ao Brasil com toda a força. No dia de hoje, a ex-VJ e modelo Ellen Jabour, o ator da TV Record Eduardo Pires e a atriz global Thaila Ayala lançaram uma campanha na Change.org, um dos maiores portais de petições do mundo, pedindo que a rede de fast-food McDonald’s dê um fim a uma prática considerada extremamente cruel na cadeia de fornecimento de carne de porco.

 

“A produção industrial de carne suína no Brasil é extremamente cruel com os animais. Nós ficamos horrorizados ao descobrir que grande parte das porcas reprodutoras passam praticamente suas vidas inteiras presas em celas de gestação, cubículos tão pequenos onde elas mal podem se mover”, declararam os artistas. “Nos Estados Unidos o McDonald’s já se comprometeu a abolir essas celas, admitindo publicamente que elas ‘não são um sistema de produção sustentável’ e cobrando essa mudança dos seus fornecedores. Já passou da hora deles fazerem o mesmo aqui”, completam os famosos.

 

Segundo a ARCA Brasil, uma das maiores ONGs de proteção animal do país, responsável pela ação, a maioria dos produtores suínos em escala industrial no Brasil usa as celas de gestação. As porcas passam praticamente suas vidas inteiras presas nessas jaulas de metal, não podendo sequer se virar ou dar mais do que um passo para frente ou para trás. Especialistas da área dizem que os animais sofrem e são propensos a vivenciar trauma psicológico e diversos problemas de saúde nesse sistema. “Imaginem: os porcos são animais muito inteligentes, até mesmo mais inteligentes do que os cães de acordo com estudos científicos. O confinamento contínuo em celas é uma prática tão cruel que ela já foi proibida em toda a União Europeia, na Nova Zelândia e em nove estados dos EUA. Diversas grandes empresas já se comprometeram a abandonar essa prática lá fora, como é o caso do McDonald’s”, afirma Marco Ciampi, presidente da ARCA. “Essa iniciativa tão nobre por parte do Eduardo, da Ellen e da Thaila é certamente um marco que ajudará o Brasil a tomar atitudes sérias para reduzir o sofrimento dos animais criados para consumo”, disse Ciampi.

 

A petição está disponível no link www.change.org/porcas. Ela é acompanhada de um vídeo estrelado por Thaila, Ellen e Eduardo, onde os artistas pedem que as pessoas digam não à crueldade contra as porcas e forcem o McDonald’s a ser coerente e abandonar esse sistema no Brasil. O recado final das celebridades é: “Você não pode deixar de fazer parte deste movimento! Juntos, vamos ajudar a criar um mercado mais comprometido e eliminar as práticas cruéis na produção de alimentos”.


Fatos:
• Embora seja a primeira vez que Thaila Ayala, Eduardo Pires e Ellen Jabour participam de uma petição da causa animal, os artistas já vêm demonstrando comprometimento com a causa há bastante tempo. Os três já contribuíram com filmes sobre a produção de carnes, ovos e laticínios, e posaram para calendários para coletar fundos para organizações vegetarianas e outras causas pelos animais.


• O ex-Beatle Paul McCartney é com certeza um dos mais antigos e reconhecidos ativistas animais no mundo das celebridades. Ele foi inspirado por sua primeira mulher Linda, e prometeu continuar lutando pelos direitos animais quando ela faleceu, em 1998. McCartney já estrelou em diversas campanhas internacionais, e causou rebuliço ao escrever uma carta ao presidente da rede de fast-food KFC protestando contra o tratamento cruel de frangos e pedindo que seus fãs boicotassem a rede. Ele também é o autor da frase-ícone: “Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos nós seriamos vegetarianos”.


• O galã de Hollywood Leonardo DiCaprio saiu na defesa dos elefantes o ano passado e ganhou a batalha. Depois de lançar e coletar mais de 1,4 milhões de assinaturas em uma petição da internet, ele fez com que a primeira-ministra da Tailândia se comprometesse a acabar com o tráfico ilegal de marfim no país.


• Depois de se tornar um dos maiores sex-símbolos da história do cinema, a francesa Brigite Bardot decidiu dedicar sua vida à proteção dos animais. Ela fundou a Associação Brigitte Bardot Para o Bem-Estar e Proteção Animal, posou ao lado de focas para protestar contra a caça desses animais no Canadá e luta constantemente contra o consumo de carne de cavalo na Europa.


• A modelo e atriz de TV Pamela Anderson, a loira de seios fartos que ficou famosa ao tirar suspiros do público masculino em suas aparições de maiô no seriado Baywatch, é uma constante promotora dos direitos animais. Suas ações mais famosas foram duas aparições nuas para protestar contra o comércio de peles, usadas especialmente em casacos e acessórios de inverno.


• Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Akatu revelou que 87% dos brasileiros acham importante ou muito importante "que durante a produção animais não tenham sido maltratados".

 

Contato de mídia
Marco Ciampi - (11) 3031-6991

comunicacao@arcabrasil.org.br

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12/10/2009 - O Mundo Contra o Confinamento Intensivo Animal

 

 

Depois da União Européia e de Alguns Estados dos EUA, Também o Governo de Michigan Aprova Legislação que Combate o Confinamento Intensivo de Animais

Após aprovação pelos Senadores e Deputados do estado de Michigan (EUA), foi assinada nesta segunda-feira (12) pela Governadora do estado norte-americano uma importante lei voltada para os animais de produção. A promulgação da lei é resultado de longas negociações entre grupos humanitários e a agroindústria do estado. A nova legislação exige que galinhas poedeiras, porcas reprodutoras e bezerros criados para vitela sejam aptos a levantar-se, deitar-se, dar “meia volta” e alongar os seus membros; hoje, o sistema convencional de confinamento desses animais não permite sequer tais movimentos.


O projeto de lei conhecido como HB 5127 (House Bill 5127) recebeu apoio tanto na Câmara quanto no Senado locais, sendo aprovado com folga em todas as votações. Na Câmara, obteve quase 80% dos votos; no Senado, foi aprovado por unanimidade. Organizações de proteção animal como The Humane Society of the United States aplaudiram legisladores, grupos de agricultores e grupos ambientalistas por apoiar a medida, que coloca Michigan na vanguarda do bem-estar dos animais de produção.

 

Com a lei, os produtores do estado têm o prazo de três anos para abandonar totalmente as gaiolas para vitelos (bezerros desmamados precocemente). As superlotadas gaiolas em bateria (para galinhas poedeiras) e celas de gestação (para porcas reprodutoras), que são sistemas ainda amplamente praticados no Brasil, ficarão banidas em Michigan no prazo de dez anos.


Michigan não é o primeiro estado dos EUA a aprovar uma lei deste tipo. A California (estado mais populoso dos EUA) aprovou legislação semelhante em novembro de 2008 (o chamado Prevention of Cruelty to Farm Animals Act) e outros cinco estados norte-americanos já contam com leis que também proíbem certas formas de confinamento intensivo de animais, tais como as celas de gestação. Além disso, os 27 países-membros da União Européia já estão em contagem regressiva para a proibição completa das gaiolas em bateria convencionais (a partir de 2012) e celas de gestação (a partir de 2013).

Como está o Brasil

No Brasil, a campanha Pelo Fim do Confinamento Intensivo Animal tem objetivos semelhantes. O presidente da ARCA Brasil, Marco Ciampi, explica que esta tendência mundial não se restringe à legislação. “Além dos avanços legais, grandes redes de supermercados e lanchonetes no país estão passando a preferir fornecedores com normas de bem-estar animal”, diz. O setor da agroindústria está começando a adotar o recente selo de certificação Certified Humane, que não aceita as gaiolas: “O Grupo JD e a Korin Agropecuária acabam de ser certificados”, complementa Ciampi.

Embora grande parte da população ainda desconheça o processo de criação por trás dos produtos que consome, pesquisas recentes indicam que a maioria dos brasileiros já se preocupa com o bem-estar animal.


A campanha Pelo Fim do Confinamento Intensivo Animal foi lançada no início deste ano e seus representantes têm se reunido com produtores, políticos e empresas do varejo alimentar, propondo medidas que efetivamente melhorem a vida dos animais de produção. Executivos das maiores redes de supermercados têm se mostrado receptivos à idéia de adotar políticas de preferência por produtos “livres de gaiolas”. Por ocasião da recente Bio Brazil Fair 2009, a maior feira nacional de orgânicos, foi entregue em mãos o material da campanha ao Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

Para saber mais sobre a campanha e sobre o confinamento intensivo, acesse:
www.confinamentoanimal.org.br

Contato para imprensa:

Marco Ciampi: (11) 3031-6991, mciampi@arcabrasil.org.br

 

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27/11/2008 - Ares de mudança também para os animais nos EUA

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Na semana que o mundo assistiu o primeiro presidente negro dos Estados Unidos ser eleito, a Califórnia aprovou um importante referendo que impede o confinamento desumano de animais em fazendas de criação para abate. Por uma convincente margem de 63,3% contra 36,7%, os californianos garantiram uma melhor qualidade de vida para 20 milhões de bichos destinados ao consumo humano.

“Esta conquista na Califórnia foi significativa, pois beneficia os animais de produção na principal economia do país. Para se ter uma idéia, o maior produtor de porcos do mundo, o grupo Smithfield, está localizado nesta região.”, comenta Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil. Os estados do Colorado, Arizona, Flórida e Oregon, também estão eliminando aos poucos o uso de celas de gestação para porcos e vitelas.

A “Prop 2”, como a resolução foi chamada, prevê o fim ao confinamento de suínos, vitelas e galinhas poedeiras em celas e gaiolas. As fazendas serão obrigadas a oferecer espaço suficiente para que eles consigam ficar em pé, virar e alongar os membros. Os produtores terão até 2015 para se adaptarem as novas regras.

As gaiolas em bateria são pequenos espaços que abrigam de cinco a dez galinhas durante a maior parte de suas vidas. As celas de gestação são baias de metal individuais com apenas 0.6 metros de largura por 2.1 metros de comprimento, tão pequenas que os bichos não podem se virar.

A campanha pela aprovação do referendo foi liderada pela Humane Society of the United States, maior organização de proteção animal do mundo. Ela obteve ajuda de outros grupos, além de 25 mil colaboradores que fizeram doações e milhares de voluntários que trabalharam para recolher assinaturas e divulgar a campanha pelos Estados Unidos.

Na União Européia essa questão está adiantada e os produtores terão que desativar as obsoletas gaiolas em bateria (galinhas poedeiras) até 2012 e as celas de gestação (porcos) até 2013, as celas para vitelas já foram proibidas.

Essa importante vitória no principal estado americano marca o movimento mundial para garantir que todos os animais tenham um tratamento humanitário, inclusive aqueles criados para o nosso consumo.


E no Brasil?


A ARCA Brasil lançou a Campanha pelo Fim do Confinamento Animal Intensivo em 2008. "Estamos em contato com produtores de ovos e de suínos, além de representantes do setor varejista, para que barreiras sejam transpostas e eles adotem e implementem padrões mais elevados de bem-estar para os animais.” explica Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil.

No país são 80 milhões de galinhas poedeiras, sendo sua grande maioria alojada em sistemas de gaiolas de bateria. Em relação aos suínos, são aproximadamente 2.5 milhões de matrizes, 64% em sistemas industriais, ou seja, confinadas em celas.

Em Brasília existe o projeto de lei (215.2007) de autoria do deputado federal Ricardo Trípoli, que criou o Código Federal do Bem-Estar Animal, ele prevê o aprimoramento das relações com os animais em diversas áreas, mas infelizmente está parado na Câmara dos Deputados.

ARCA Brasil - Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal é uma entidade não-governamental sem fins lucrativos criada em 1993, com o objetivo de promover o bem-estar e o respeito aos direitos dos animais. Referência para entidades governamentais e não-governamentais, sua atuação é reconhecida no Brasil e no exterior. Seu projeto é interligar profissionais de saúde pública, veterinária, ONGs e sociedade em geral para o aprimoramento das relações homem-animal.


Mais informações:
ARCA Brasil
Departamento de Comunicação – ARCA Brasil
Tel.: 11 3031.6991
E-mail: comunicacao@arcabrasil.org.br
www.arcabrasil.org.br

 

A ARCA Brasil (Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal) é uma entidade não-governamental sem fins lucrativos criada em 1993, com o objetivo de promover o bem-estar e o respeito aos direitos dos animais. Referência para entidades governamentais e não-governamentais, sua atuação é reconhecida no Brasil e no exterior. Seu projeto é interligar profissionais de saúde pública, veterinária, ONGs e sociedade em geral para o aprimoramento das relações homem-animal. Na web: www.confinamentoanimal.org.br